Pindamonhangaba estará presente em um dos principais eventos de dança da América Latina. A Companhia de Dança Lago do Cisne embarca para o Rio de Janeiro com uma delegação formada por 16 bailarinos e nove coreografias selecionadas para o MoVi Rio Festival 2026, que acontece entre esta sexta-feira (28) e domingo (30).

Os trabalhos foram escolhidos a partir de vídeos encaminhados por grupos e bailarinos de diversas partes do país. A participação marca um momento especial para a companhia, que completa 20 anos de história justamente em uma temporada de novas experiências e desafios.

Sob direção e coreografia de Esther Follmann, a Companhia Lago do Cisne desenvolve atividades de formação artística em Pindamonhangaba por meio do projeto da Estação Cidadania, em parceria com a Corporação Musical Euterpe.

Durante o festival, os representantes da cidade apresentarão coreografias de Ballet Clássico, Neoclássico, Jazz, Dança Contemporânea e Estilo Livre. A programação reúne apresentações individuais, em dupla e em grupo.

As nove obras selecionadas serão levadas a diferentes espaços da programação do MoVi Rio, incluindo o Teatro Carlos Gomes e o Palco Rio, instalado na Praça Tiradentes.

Gala preparou o público para o festival

Antes da viagem ao Rio de Janeiro, a companhia promoveu uma apresentação especial para marcar a seleção das coreografias. No dia 16 de agosto, o Teatro Galpão recebeu a Noite de Gala Beneficente, evento criado também como forma de contribuir para a viabilização da participação dos bailarinos no festival.

A apresentação permitiu que familiares, amigos e apoiadores conhecessem antecipadamente os nove trabalhos que agora serão apresentados no Rio. A noite também foi marcada por uma homenagem aos pais dos bailarinos.

Para Esther Follmann, o apoio das famílias tem papel fundamental na formação dos artistas e na continuidade do trabalho desenvolvido pela companhia.

“Cada criança, adolescente e jovem que está naquele palco tem uma família por trás, apoiando, incentivando, levando aos ensaios, acompanhando cada etapa e acreditando junto. Foi uma noite de muita gratidão”, afirmou a diretora.

Dança também como formação para a vida

Além das apresentações e da preparação técnica, o trabalho desenvolvido pela Companhia Lago do Cisne busca utilizar a dança como instrumento de formação pessoal.

O processo envolve não apenas movimentos e coreografias, mas também aspectos como disciplina, responsabilidade, autoestima, sensibilidade e coragem. Nas apresentações coletivas, os bailarinos ainda precisam desenvolver a capacidade de trabalhar em equipe, respeitando os limites, o espaço e o tempo de cada integrante.

A criação das coreografias também ocupa papel importante nesse processo. Segundo a companhia, muitas das obras nascem de sentimentos, experiências e acontecimentos que fazem parte da trajetória da própria coreógrafa.

Agora, depois de meses de preparação, os 16 bailarinos chegam ao Rio de Janeiro levando não apenas nove trabalhos selecionados, mas também o resultado de duas décadas de dedicação à dança e à formação artística em Pindamonhangaba.